amanhã é tarde demais
Ontem ? Isso faz tanto tempo!
Amanhã ? Não nos cabe saber!
E amanhã pode ser muito tarde.
Amanhã pode ser muito tarde
Para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo.
O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços.
Porque amanhã pode ser muito… muito tarde!
Não deixe para dizer amanhã:
Eu amo você!
Não deixe para amanhã
O sorriso, o abraço, o carinho,
O trabalho, o sonho, a ajuda.
Amanhã pode ser tarde… muito tarde!
Amanhã, o seu amor pode não ser preciso;
O seu carinho pode não ser mais percorrido;
O seu amor pode ter encontrado outro amor;
O seu presente pode chegar muito tarde;
O seu reconhecimento pode não ser
recebido com o mesmo entusiamo…
*Tirado do Orkut
pessoas
Não sei direito, mas vou vivendo para descobrir.
Decepções freqüentes ultimamente. Até que são didáticas. Amigos raros, mas caros. Reclamam que não ligo. “É o tempo”, digo.
Se procuro, não acho. Quando encontro, não quero. Indecisão? Não. Pura contradição mesmo. Podia ser mais fácil? Claro que não! Legal é descobrir. Tentar. Lutar. Entre ganhar ou perder? Amadurecer, óbvio. É como cantava Elis: “nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”.
A Vida: aprender. A Morte: transcender. O percurso que as une: pessoas. Vocês são essenciais. Sem vocês, não existo. “Eu” passa por “você” e volta para mim. Quando chega, é outro. Transmutado. Reinventado. Curioso é que a transformação não deixa de ser bastante solitária.
E assim seguimos para sempre, pois somos mais processos do que produtos. “Metamorfoses ambulantes”, como Raul cantou. O desafio é saber otimizar as potencialidades da fase atual.
Mas não se impressione com aparências. Além da cerca, há um indivíduo como outro qualquer.
Confuso, difuso, inconcluso. Cordial e amistoso, mas perseguido pela abstração. Por isso, releve quando passar por você e não notar seu bom dia ou seu sorriso iluminado.
manaus, 12 de novembro
”Este texto foi escrito por Bia”
Pensamento.
Por vezes é difícil definirmos aquilo que sentimos. Será amizade ou será amor ? Por vezes não conseguimos exteriorizar os nossos sentimentos. Será amor ou amizade? Por vezes não conseguimos olhar… Será amizade ou será amor? Por vezes não conseguimos falar. Será amizade ou será amor ? Por vezes não conseguimos! Simplesmente não conseguimos. É difícil de explicar aquilo que se sente se não se tem a certeza disso mesmo. É difícil interpretar estes sintomas, se a maior parte do tempo, não os temos, não os conhecemos. Não sei até que ponto a “timidez” significa amor, mas uma coisa é certa, amor não significa timidez!
Conheço-me tão bem que não sei o que sou nem aquilo que penso. Serei assim tão ignorante? Penso que sim, mesmo que por vezes me entenda mesmo que não entenda aquilo que me rodeia. Aquilo que sinto torna-se impossível de transpor! Não consigo vencer este jogo, jogado apenas por mim, que se torna mais competitivo a cada momento que passa, a cada fato novo que se junta, a cada letra que escrevo, a cada palavra em que penso. Mas tudo isto para quê? Para dizer que não sei o que sinto realmente em relação a ele!
Conheço-o tão pouco! Estou com ele todos os dias, e a cada dia que passa parece que o perco cada vez mais, parece que o vejo cada vez mais longe! Parece-me tão incerto, tão autônomo! Perdi total controle em mim, e nele. Por vezes trocamos sorrisos, por vezes discutimos, por vezes nem sequer falamos, mas estamos sempre juntos. Mesmo que por vezes não pareça, nunca me separo dele, ele nunca me deixa.
Ele…a minha vida! Já não sei o que pensar dele! Está a tornar-se só e eu também. Acho que estou a afundar, penso que não consigo me manter aqui. Acabarei por sucumbir nesta vida sem vida! Ele sem mim e eu sem ele, somos apenas mais duas metades separadas que acabaram por se juntar, mais uma vez!
Quando não sei, mas a certeza que nos iremos juntar novamente está presente em todos os meus sonhos, em todas as minhas realidades, em mim. A certeza incerta de que um dia tudo será perfeito, a incerteza de que um dia o Mundo irá vibrar com o fim desta batalha desigual entre mim e ele. O vencedor… seremos os dois! Iremos sair juntos e festejar esta vitória ganha sem que haja derrotados a clamar por vingança, pelo menos assim espero.
Digo isto porque, por vezes, respirar por ele pode ser sufocante… Por vezes olhar para ele deixa-me cego… Por vezes ele deixa-me sem ele.
E aqui estou eu, sozinha, à espera dele, da vida. Só espero que ele chegue, espero que não esteja à espera, como eu! Assim nunca mais nos uniremos. Mergulharemos os dois na solidão, a não ser que outra vida se junte a mim! Outra vida sem ser a minha ou que outra alma se junte à minha vida. Tudo é possível, mas inesperado. Mesmo podendo ser salva por outra vida, não conseguiria viver sem a minha. A outra vida matar-me-ia sem que eu tivesse tempo para chamar bem alto pela minha própria vida.
Apesar de tudo sinto-me culpada e ao mesmo tempo inocentemente réu de toda a minha sensatez insensata que se manifesta com vontade própria sem que eu tenha poder para a controlar. Foi eu que causei isto! Terei eu forças para me unir novamente à minha vida?
Mas a que vida me refiro? À minha? Sim! Já tive tantas, mas mesmo assim vivo aqui sozinha e eles continuam sem mim. Porque é que eu não os agarrei? Talvez essas minhas vidas não me pertencessem. Será que esta pertence?
Pertencerá com certeza, se o que sentir por ele for amor! Se for apenas amizade, ele deixar-me-á mais uma vez sozinha. Apesar de estarmos sempre juntos para toda a eternidade, por que um dia… já fomos um do outro! Já!
Não, não fomos somos e sim dessa vez é amor, mas como posso, se tantos já abonei, serei capaz de ama-lo? Mais por quanto tempo? Será que também o abandonarei? Tenho tanto medo.
Já tive outros amores, outras vidas mais sempre fugi a esse sentimento, desta vez eu o quero para toda vida é amor, isso eu amo.
Então tudo vale a pena, não terei medo, lutarei, até que juntos finalmente estejamos…
obs: será que voce entende?
“Bia talvez não exista mais, ou, na verdade nunca existiu”