pessoas
Não sei direito, mas vou vivendo para descobrir.
Decepções freqüentes ultimamente. Até que são didáticas. Amigos raros, mas caros. Reclamam que não ligo. “É o tempo”, digo.
Se procuro, não acho. Quando encontro, não quero. Indecisão? Não. Pura contradição mesmo. Podia ser mais fácil? Claro que não! Legal é descobrir. Tentar. Lutar. Entre ganhar ou perder? Amadurecer, óbvio. É como cantava Elis: “nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”.
A Vida: aprender. A Morte: transcender. O percurso que as une: pessoas. Vocês são essenciais. Sem vocês, não existo. “Eu” passa por “você” e volta para mim. Quando chega, é outro. Transmutado. Reinventado. Curioso é que a transformação não deixa de ser bastante solitária.
E assim seguimos para sempre, pois somos mais processos do que produtos. “Metamorfoses ambulantes”, como Raul cantou. O desafio é saber otimizar as potencialidades da fase atual.
Mas não se impressione com aparências. Além da cerca, há um indivíduo como outro qualquer.
Confuso, difuso, inconcluso. Cordial e amistoso, mas perseguido pela abstração. Por isso, releve quando passar por você e não notar seu bom dia ou seu sorriso iluminado.
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