em nenhum lugar do mundo

onde nada se encontra

pessoas

Não sei direito, mas vou vivendo para descobrir.
Decepções freqüentes ultimamente. Até que são didáticas. Amigos raros, mas caros. Reclamam que não ligo. “É o tempo”, digo.

Se procuro, não acho. Quando encontro, não quero. Indecisão? Não. Pura contradição mesmo. Podia ser mais fácil? Claro que não! Legal é descobrir. Tentar. Lutar. Entre ganhar ou perder? Amadurecer, óbvio. É como cantava Elis: “nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar”.

A Vida: aprender. A Morte: transcender. O percurso que as une: pessoas. Vocês são essenciais. Sem vocês, não existo. “Eu” passa por “você” e volta para mim. Quando chega, é outro. Transmutado. Reinventado. Curioso é que a transformação não deixa de ser bastante solitária.

E assim seguimos para sempre, pois somos mais processos do que produtos. “Metamorfoses ambulantes”, como Raul cantou. O desafio é saber otimizar as potencialidades da fase atual.

Mas não se impressione com aparências. Além da cerca, há um indivíduo como outro qualquer.

Confuso, difuso, inconcluso. Cordial e amistoso, mas perseguido pela abstração. Por isso, releve quando passar por você e não notar seu bom dia ou seu sorriso iluminado.

Junho 12, 2007 - Publicado por seu gabriel | Reflexões/Polêmicas | | Sem comentários ainda

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