o perdedor
Meu olhar foi recusado por outro olhar,
Meu corpo descartado por outro,
Não tenho de fato meu lugar…
Eu, que queria a sorte desse amor.
Estão usando minhas palavras inventadas,
Hoje outro brinca em minhas brincadeiras,
Desfruta de teu cheiro…
Recebe o teu sabor viciante.
Parece mentira a história dos opostos,
Meu signo com o teu que se completam.
Nunca vou saber te conquistar
E tua falta é inadmissível.
Mas mais parece que a falta foi minha,
Alí onde foi que eu errei,
Onde desconheço seus motivos
E tambem o que você queria.
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Fico me perguntando o que eu tenho de errado, o porque da não aceitação, o que eu precisaria fazer pra ser alguem como os vencedores que puderam até um dia perder com a consciencia de que um dia venceram.
Me pergunto sobre a razão da vergonha, o porque de eu me transformar em um sapo quando estou em público, onde não existe princesa alguma que me daria um beijo, a não ser trancado sobre quatro paredes.
Porque pularam a minha vez na fila, porque não tive a minha oportunidade, porque ainda sofro por quem não me ama, porque não me ama, porque eu falo em amor, porque não então uma paixão, pra que tanta ilusão.
Minha vontade de explodir o mundo com aquele sentimento de ódio onde me sinto exatamente como um vilão de desenho animado, gritando: “eu voltarei… eu voltarei…”
Despertando uma sede de vingança onde na verdade eu não gostaria que você se machucasse de nenhuma forma.
conversei com o diabo
Olha quem tá passando na rua,
Olha quem tá em sua cabeça!
É ele!!
Olha pra trás agora,
Olha e saca a pistola!
Atira nele!!
Nesse diabo!
Olha a hora no relógio,
Olha o assunto e os atrasos!
É ele!!
Esse diabo!
Tamo correndo do diabo,
Do sete pele, esse capeta!
Tamo ficando atordoado
É coisa dele, do baseado.
Vamo pular pro outro lado,
Concentração, ficar careta!
Mas tamo meio agitado
É coisa dele, desse capeta!
Tamo correndo do diabo,
Do sete pele, esse capeta!
Tamo ficando atordoado
É coisa dele, do baseado.
Vamo pular pro outro lado,
Concentração, ficar careta!
Mas tamo meio agitado
É coisa dele, desse capeta!
eu te odeio
Eu odeio ter que te odiar,
Odeio toda a minha tristeza,
Todo meu ódio, todo meu lar.
É tanta revolta que até te amo,
Por tudo aquilo sem explicação,
Como as maravilhosas letras dramáticas,
Como não saber dizer perdão…
Eu amo quando posso te amar,
Amo toda aquela nossa alegria,
Todo meu amor, todo meu lar.
É dificil ter que viver assim,
Depois de passear no paraíso,
Voltar para o inferno e ver o coro comer,
Tudo sem um pingo de perdão…
A gente vive sem explicação,
Nem entendemos de fato como as coisas são,
E a nossa imagem toda manchada
Sem chance alguma de uma exibição.
Sabemos bem que não valemos nada,
Mas mil pessoas querem nos comprar,
Você é o diabo na terra e o anjo na cama
E eu te odeio por você não me amar.
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Mas eu preciso dizer que te amo,
Te odiar ou te ter, sem engano.
E eu preciso dizer que te amo …
Tanto ?