o perdedor
Meu olhar foi recusado por outro olhar,
Meu corpo descartado por outro,
Não tenho de fato meu lugar…
Eu, que queria a sorte desse amor.
Estão usando minhas palavras inventadas,
Hoje outro brinca em minhas brincadeiras,
Desfruta de teu cheiro…
Recebe o teu sabor viciante.
Parece mentira a história dos opostos,
Meu signo com o teu que se completam.
Nunca vou saber te conquistar
E tua falta é inadmissível.
Mas mais parece que a falta foi minha,
Alí onde foi que eu errei,
Onde desconheço seus motivos
E tambem o que você queria.
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Fico me perguntando o que eu tenho de errado, o porque da não aceitação, o que eu precisaria fazer pra ser alguem como os vencedores que puderam até um dia perder com a consciencia de que um dia venceram.
Me pergunto sobre a razão da vergonha, o porque de eu me transformar em um sapo quando estou em público, onde não existe princesa alguma que me daria um beijo, a não ser trancado sobre quatro paredes.
Porque pularam a minha vez na fila, porque não tive a minha oportunidade, porque ainda sofro por quem não me ama, porque não me ama, porque eu falo em amor, porque não então uma paixão, pra que tanta ilusão.
Minha vontade de explodir o mundo com aquele sentimento de ódio onde me sinto exatamente como um vilão de desenho animado, gritando: “eu voltarei… eu voltarei…”
Despertando uma sede de vingança onde na verdade eu não gostaria que você se machucasse de nenhuma forma.