presença
“Sentiram uma presença maligna, como se tivessem acabado de ver um lobisomem.”
Era noite, era um lugar vazio. Havia um parque de diversões por perto e muitas luzes. Neste lugar havia uma “presença” muito forte, com um poder de intimar e amedrontar qualquer ser humano que por ali passasse.
Não existia um horário praquela coisa, simplesmente estava alí, parecia que não esperava por nada, por ninguem.
De repente surgiram duas pessoas, em uma moto, um homem e uma mulher. Estavam indo em direção da “besta”, na verdade, não sabiam o que havia por ali, estavam apenas cortando caminho.
Eles se aproximaram, viram a “besta” e o homem disse: – “Nossa, que que é isso ?” perguntou espantado, quando em seguida a mulher chocada disse: – “Meu Deus, vamos sair daqui, vamos sair daqui, rápido!!” afirmava a mulher aterrorizada.
Eles deram meia volta com a moto e partiram embora. A besta assistia tudo aquilo, sem mover nem um dedo, apenas desconfiado de alguma coisa que jamais poderia acontecer. Sua presença era muito forte e inexplicável, parecia que nem ele entendia sua própria situação.
Então depois de certo tempo, a besta caminhou pra fora da escuridão, ainda sem nenhum rumo. Quando chegou até as ruas, encontrou a claridade das luzes, percebeu que já estava deixando de ser tão assustador. A besta nesse momento virou um homem.
Esse homem ainda queria se divertir, mesmo sentindo e pensando sobre aquela forte presença que ele mesmo havia acabado de presenciar, a ele mesmo, a besta, a energia mais forte que já percebeu antes.
Cidade grande, vida noturna. O homem ainda sentia em seu corpo a energia da besta que ainda restava. Ele vai a festa.
Na entrada, uma mulher parecia “ver” que aquele homem na verdade estava com a besta. Ela conseguia enxergar que aquele simples homem não era apenas um humano qualquer. Era a presença. A presença da besta que ainda existia dentro dele. Ele sabia que aquela mulher ali, já estava sabendo de tudo. Entrou na festa.
O homem não conhecia ninguem e sabia que de forma alguma iria se divertir. Ele estava naquele momento sentindo a besta ir embora, enquanto ao mesmo tempo batia uma ressaca desgraçada, um mal-estar ruim e uma forte tontura na cabeça que fez o homem ter de sentar, no chão.
Encostado na parede, com mais uma cerveja, assistia ao show, bebado. Ele estava cansado, se levantou e subiu algumas escadas, ele encontrou alguem… Na verdade, alguem o encontrou. Ele a conhecia, era uma garota gótica, que nunca imaginou encontrar aquele homem naquele tipo de ambiente. Ela não podia ver a besta, mas sabia que havia algo de errado com aquele homem. Ele não sabia nem o que dizer, apenas cumprimentou e passou a concordar com tudo que ela dizia.
Era hora do homem se recuperar, depois que a besta já havia ido embora. O homem tambem foi embora, dessa vez com o únco rumo de seguir para sua casa.
Ele percebeu que apesar de tudo, não estava completamente sozinho. Um fazia companhia para o outro, o homem precisava da besta, mas a besta tambem precisava do homem.
Não existia um objetivo, nem para o homem, nem para a besta. Apenas ambos queriam se divertir, sem nenhum tipo de plano, sem nenhuma trilha a seguir.
Foi divertido.
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